Para formar leitores, Jornada terá programação para crianças de até seis anos

Atualizado: 30 de Jul de 2018

A Jornada Literária do DF chega a sua terceira edição de olho na formação dos leitores desde pequeninos. Por isso, quem ainda nem sabe ler já vai poder descobrir o mundo maravilhoso dos livros e da leitura.


Jornadinha quer formar pequenos leitores (Foto D2W)

“A gente planejou a Jornadinha Literária como um caminho para apresentar o livro ilustrado para crianças de até seis anos; um jeito de elas não só ouvirem essas histórias, mas também tocar, folhear, explorar imagens e recontarem do jeito que veem, imaginando enredos, fazendo suas leituras; ou, por exemplo, dando nomes a personagens dos álbuns”, explica o curador da Jornada Literária, João Bosco Bezerra Bomfim.


Bosco quer abrir novos mundos para as crianças a partir das histórias

A primeira edição da Jornadinha também está programada para o Teatro Sesc Newton Rossi, em Ceilândia, entre os dias 13 e 16 de agosto. Será, portanto, durante três dias, paralela à própria Jornada, eventos que utilizam recursos do Fundo de Apoio à Cultura, FAC-DF, e são cor-realizados pelo Sesc.


Segundo João Bosco Bezerra Bomfim, a intenção dos organizadores com a Jornadinha é “que a criança alimente o universo da imaginação, a maneira como novos mundos se abrem pra ela a partir daquelas histórias”. E um dos modos de fazer isso, de acordo com Bosco, é com as oficinas de leitura: “Numa oficina a gente faz e mostra como deve ser o processo de leitura numa creche, numa escola ou em casa. Um outro modo de fazer a aproximação é trazendo narradores para contar essa histórias, no teatro. Uma terceira maneira é apresentar um espetáculo de literatura, que é a história em seu esplendor, com acompanhamento de música, mímica, cena...um verdadeiro espetáculo mostrando o que pode sair de um livro”, explica o curador.


É bem o que promete fazer Ivan Zigg, que estará pela terceira vez na Jornada Literária. E este ano também na Jornadinha, se apresentando para as crianças pequenas. “Será uma espécie de palestra-espetáculo, juntando música, poesia, histórias, desenho, pinturas para criar e recriar histórias. Eu faço pinturas ao vivo, eu interpreto as músicas ao vivo”, adianta Zigg, acrescentando também o uso do improviso. “É um exercício pra transcender, criar, interpretar. É um exercício para ler o mundo”, conclui.


Para Ivan Zigg, Jornadinha será "um exercício para ler o mundo"

A expectativa pela Jornadinha é grande no ambiente escolar, onde se tem a certeza da importância de que o gosto pela leitura deve começar realmente cedo. “A gente coloca muito livro em sala, para as crianças interagirem, fazendo a transição entre mundo imaginário e o do ambiente da sala. Nessa interação, com certeza a criança começa a pensar de uma outra forma. Então, a literatura oferecida já aos bebês, abre para sempre a percepção, o gosto, o apego aos livros”, acredita Fabiano Simões, diretor da creche conveniada com a Secretaria de Educação, Instituto Paz e Luz.


“O movimento que eu assisto é assim: as crianças trazem pra si o que veem nos livros. E levam esse mundinho encantado para as famílias, quem nem sempre são leitoras. Então, dependendo da leitura, eles criam e recriam histórias, não só na creche, mas dentro de casa, com os colegas, com os vizinhos. Eles interagem e contam a história da forma deles. Recebemos a Jornadinha em nossa creche e levaremos as crianças ao teatro porque é projeto muito importante pra instituição, principalmente, para as crianças”, acrescenta, por experiência, Tia Jô, como é chamada carinhosamente a monitora do Instituto Paz e Luz, de Ceilândia, que cuida de crianças até os seis anos

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