Livro Memória e Afeto da Vila Paranoá

Sobre a obra
“Memória e Afeto da Vila Paranoá” é um projeto realizado pela Associação Cultural Jornada Literária do DF, em parceria com o Iphan, que reúne relatos de moradores e ex-moradores da Vila Paranoá que viveram no território entre as décadas de 1960 e 1980. Trata-se de um registro precioso da história social do Distrito Federal que reúne textos, imagens e testemunhos que reafirmam o sentimento de pertencimento à Vila Paranoá, assentamento popular removido compulsoriamente em 1989, durante a expansão urbana de Brasília.
A obra preserva narrativas de vida marcadas pelo trabalho, pelo deslocamento, pelos laços comunitários e pela resistência. Os depoimentos, colhidos em rodas de conversa com destaque para as vozes femininas, revelam saberes, memórias e modos de viver que seguem ecoando no presente. Inspirados e guiados pelas belas e memoráveis histórias da Vila Paranoá, compartilhamos a audiodescrição das imagens que compõem este livro, permitindo que cada detalhe das memórias e afetos registrados seja acessível a todos.”
Créditos da Audiodescrição
Scarabele Audiodescrição
Equipe
Roteiro:
Gabriela de Souza
Lídia Scarabele
Consultoria:
Helaine Miranda

Capa
Fotografia estilizada com efeito halftone, em tons azulados, de um ambiente externo sob céu azul-royal. Ao fundo, há um grande galpão na cor magenta.
Em primeiro plano, um grupo de crianças está reunido próximo a um orelhão alaranjado, telefone público antigo em formato de concha, fixado ao chão por um poste metálico vertical. Um cachorro está deitado junto à base da estrutura. À frente das edificações, há uma cerca composta por estacas de madeira finas, alinhadas verticalmente. À margem direita da imagem, aparece uma larga coluna alaranjada. No canto inferior esquerdo, estão os nomes dos autores: João Bosco Bezerra Bonfim, Cleber Cardoso Xavier e Cícero Bezerra. No canto inferior direito, encontra-se o logotipo da editora Mar & Lírica.
Nota: O efeito halftone é um recurso gráfico que constrói imagens por meio de pequenos pontos, criando variações de luz, sombra e cor. Associado a processos de impressão tradicionais, esse estilo confere às imagens um aspecto texturizado e estilizado, presente em diversas imagens desta obra.
Orelhas
Imagem estilizada, colorida, com efeito halftone, predominantemente em tons de azul, rosa e alaranjado, que apresenta uma vista aérea da Vila Paranoá, em meados da década de 1980.
Página 1 - Folha de Guarda
Sobre fundo roxo, aparece o título “Memória e Afeto da Vila Paranoá”, escrito em letras brancas.
Página 2
Página em fundo alaranjado, sem elementos gráficos.
Página 3: Folha de Rosto
Em letras roxas, sobre fundo branco, está escrito o título “Memória e Afeto da Vila Paranoá”. Abaixo, em letras menores, aparecem os nomes dos autores: João Bosco Bezerra Bonfim, Cleber Cardoso Xavier e Cícero Bezerra. Na sequência, lê-se “Editora Mar & Lírica, 2025”. Na borda esquerda da página, há uma faixa laranja disposta na vertical.
Página 4: Ficha Catalográfica
Sobre fundo alaranjado, em letras pretas, está escrito:
Memória e afeto da Vila Paranoá é um projeto realizado pela Associação Cultural Jornada Literária do DF em parceria com o Iphan, com a coordenação técnica de Cleber Cardoso Xavier.
Autores:
João Bosco Bezerra Bonfim
Cleber Cardoso Xavier
Cícero Bezerra
Edição
Marilda Bezerra
Fotografia
Cícero Bezerra
Arquivo público
Acervo de ex-moradores
Projeto Gráfico
Felipe Cavalcante
Diagramação
Cecília Cartaxo
Revisão
Bianca Damacena
Vanessa Arcoverde
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Bonfim, João Bosco Bezerra
Memória e afeto da Vila Paranoá / João Bosco Bezerra
Bonfim, Cleber Cardoso Xavier, Cícero Bezerra. Brasília, DF:
Mar&Lírica Editora, 2025.
182 p.
ISBN 978-65-995283-4-7
1. Assentamento urbano - Brasil 2. Favelas - Condições sociais 3. Memória 4. Ocupação urbana 5. Patrimônio
cultural 6. Vila Paranoá - Brasília (DF) - História I. Xavier, Cleber Cardoso. II. Bezerra, Cícero. III. Título.
25-299955-0 CDD-307.76
Índices para catálogo sistemático:
1. Assentamentos urbanos : Memória : Aspectos sociais 307.76
Eliete Marques da Silva - Bibliotecária - CRB-8/9380
Realização: Logotipos de Jornada Literária do DF, IPHAN, Ministério da Cultura, Governo Federal, Brasil, União e Reconstrução.
Sumário, sobre fundo branco


Páginas 6 e 7
Imagem estilizada, com efeito halftone e predominância das cores alaranjado e azul, da silhueta da Vila Paranoá. A imagem se estende integralmente pelas duas páginas.
Página 8
Sobre fundo alaranjado, fotografia panorâmica em preto e branco da Vila Paranoá, em meados da década de 1980. Em primeiro plano, aparecem árvores, casas aglomeradas e estradas de terra. Ao fundo, vê-se o Lago Paranoá. Fonte: Arquivo Público do Distrito Federal.
Páginas 9 e 10
PREFÁCIO intitulado “A antiga favela do Paranoá”, de Frederico de Holanda
Nas páginas 11 a 14, há uma sequência de fotografias coloridas do Acampamento da Vila Paranoá, de autoria de Cláudio Acioly Jr., dispostas sobre fundo alaranjado. As imagens retratam construções de madeira. Cada página apresenta duas fotografias em formato paisagem, organizadas verticalmente, sendo uma na parte superior e outra na parte inferior da página.


Página 11
Rua Mariana. Pessoas caminham por uma rua de terra, ladeada por casas e árvores. Do lado direito da imagem, em uma placa azul, está escrito, em letras brancas: “Rua Mariana nº 1323. Seja bem-vindo no mercado Moreira, que vende mais barato fazendo sua economia. Comprando muito com pouco dinheiro a sua feira da semana”.
Casa de cor azul-clara, com duas janelas brancas e telhado de amianto. A construção é cercada, nas laterais, por estacas. Em frente, há um grande terreiro. Um homem e duas mulheres, vistos de costas, caminham em direção à casa.
Página 12
Fachada de uma casa com paredes na cor rosa. O telhado é composto por telhas de amianto. A varanda é cercada por ripas pontiagudas e abriga vasos com plantas apoiados no piso e pendurados no teto. Ao redor da casa, há vegetação rasteira pelo terreiro.
Construção com um janelão retangular, centralizado. Acima da abertura, há um letreiro com a frase “Conserta-se sapatos”. No interior, vê-se, do tronco para cima, um senhor de pele parda, que veste camisa clara. Sobre a bancada da janela e pendurados ao redor, aparecem alguns sapatos.

Página 13
Uma mulher e uma menina estão encostadas na parede lateral de uma casa. À direita, vê-se outra parede com uma porta e uma pequena varanda coberta.
Casa com varanda. O terreiro é cercado por ripas de tamanhos irregulares e abriga uma árvore frondosa, com tronco tortuoso e altura superior à casa.
Página 14
Árvores de pequeno porte espalhadas por toda a área. Ao fundo, vê-se o Lago Paranoá.
Casa grande e outras menores ao lado. Nas paredes, há pequenas placas. A cerca é feita de tábuas com letreiros ilegíveis, e a estrada é de terra.


Página 16 e 17
Imagem estilizada, colorida, com efeito halftone e predominância das cores azul, alaranjado, rosa e roxo, da pista da Barragem do Paranoá, já formada e parcialmente inundada. A imagem se estende integralmente pelas duas páginas. Fonte: Arquivo Público do Distrito Federal.
Página 18
Duas fotografias coloridas, dispostas sobre fundo alaranjado. Barragem do Paranoá em construção. Ao centro, um corpo d’água represado. Na margem esquerda, o terreno é de areia clara, com algumas estradas marcadas no chão. A margem direita está coberta por vegetação.
Comportas da barragem do Lago Paranoá. Área provisória onde ocorreu a inundação. Ao fundo, aparecem pequenas construções. Fonte: Arquivo Público do Distrito Federal.


Página 21
Fotografia sobre fundo alaranjado. Vista da Rua Rodobrás, com visão da Barragem e do Lago Paranoá. No terreno há algumas casas de madeira e árvores espaçadas. Foto de Cláudio Acioly Jr.
Da página 22 à página 49 o livro apresenta imagens estilizadas em efeito halftone, com variações de cor conforme cada cena.
Página 22 e 23
Vista aérea das casas da Vila Paranoá, em meados da década de 1980. A imagem se estende integralmente pelas duas páginas. Fonte: Arquivo Público do Distrito Federal.
Página 28 e 29
Ponto Final de ônibus da Vila Paranoá. Do lado esquerdo, um homem está encostado na parede. Algumas pessoas transitam. Ao fundo, casas e lojas. No estacionamento, há dois carros: uma kombi e uma Brasília.


Página 30
Quatro estabelecimentos, em madeira, dispostos lado a lado. Pelos letreiros das fachadas se identificam: um comércio de “móveis” e “a Drogaria Bezerra de Menezes”. Há objetos de forma retangular empilhados à frente, uma moto e uma kombi estacionadas.
Página 34 e 35
Homens apresentam espetáculo musical em palco sobre a carroceria de caminhão, na Praça do Roxo. Eles tocam guitarra, bateria e baixo. Ao fundo aparece uma placa amarela escrita “BAR MERCEARIA SANTA LUZIA". Pode-se ver ao longe o céu azul.
Página 36
Homens em pé. Três deles estão em semicírculo ao redor de um microfone.
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Página 40 e 41
Ambiente externo sob céu azul-royal. Ao fundo, há um grande galpão. Em primeiro plano, um grupo de crianças está reunido próximo a um orelhão, telefone público antigo em formato de concha, fixado ao chão por um poste metálico vertical. Um cachorro está deitado junto à base da estrutura. À frente das edificações, há uma cerca composta por estacas de madeira finas, alinhadas verticalmente. À esquerda da imagem, aparece parcialmente o corpo de um menino, cortado pelo limite da página. À margem direita da imagem, aparece uma larga coluna.
Página 42
Pessoas jogam vôlei em uma área externa dividida por uma rede de vôlei. O chão é de areia. Ao fundo, postes altos e árvores.
Página 49
Ao fundo da imagem, há um palco coberto por uma estrutura retangular, onde cerca de dez pessoas estão em pé. Em primeiro plano, aparece uma plateia numerosa, vista de costas, formada por pessoas em pé e voltadas para o palco.


Página 53
Dentre um aglomerado de pessoas no canto inferior à direita, uma mulher negra, de perfil, cabelos pretos, presos com bobs coloridos no cabelo e veste blusa branca com babados. Ela carrega uma menina ao colo.
Página 54
Imagem estilizada, com efeito halftone. Um menino, visto de frente, está em pé sobre o chão de terra. Ele veste camiseta regata clara e short preto. Com a mão direita, ergue um objeto. Ao fundo, há uma construção em madeira, com parte da parede formada por treliça. Sobre o telhado, em uma placa retangular sustentado por duas hastes verticais, na cor rosa, está escrito: “C.Q. SABE BAR”. Atrás da construção, aparecem árvores e um poste alto.
Página 57
Fotografia de pessoas em um campo aberto com chão de terra. À esquerda, em primeiro plano, um caminhão branco com sinais de avaria na lataria da cabine. Em cima da carroceria, estão algumas crianças. Ao fundo, à esquerda, uma extensa área de mata.


Página 58
Aglomeração de pessoas em uma estrada de terra. Centralizado, um homem, visto de costas, puxa uma carrocinha de mão, vazia.
Ao fundo, o lago Paranoá e construções urbanísticas.
Página 62 e 63
Fotografia estilizada, em efeito halftone, da parte interna da Barragem do Paranoá com um extenso lago. A margem é formada por algumas pedras. A vegetação ao fundo, típica de cerrado, tem algumas árvores de porte médio, altas e herbáceas. A imagem se estende integralmente pelas duas páginas. Fonte: Arquivo Público do Distrito Federal.
Página 74
Fotografia de pessoas em uma manifestação. Ao centro, uma mulher empurra uma carrocinha de mão com quatro crianças sentadas dentro. Ao fundo, há uma faixa branca, com as palavras “moradores” e “chafariz”.
Páginas 75 e 77
Entre as páginas 75 e 77, há uma sequência de fotografias coloridas de autoria de Cláudio Acioly Jr., dispostas sobre fundo alaranjado. Cada página apresenta duas fotografias em formato paisagem, organizadas verticalmente, sendo uma na parte superior e outra na parte inferior da página.
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Página 75
Em frente a um edifício, com janelas amplas e cercado por uma grade, há uma aglomeração de pessoas. A maioria está de costas, voltada para a construção. Diante do edifício, há um caminhão branco estacionado, com várias pessoas em pé sobre a carroceria. Na fachada, há faixas estendidas com textos escritos à mão.
Pessoas reunidas em frente a uma madeireira. Ao centro, um garoto está sentado sobre os ombros de um adulto. Na parede da madeireira, em letras grandes e pretas, lê-se: “”Madereira” S. Geraldo. Materiais para construção em geral. Entrega a domicílio. Rua Ceará nº 1299. Agradecemos a preferência”. Ao fundo, à direita, aparece parte de uma cerca alta e folhas de uma bananeira
Página 76
Grupo de pessoas reunidas. Ao fundo, à direita está uma kombi estacionada.
Mulher puxa um carrinho de mão, de ferro com algumas latas grandes dentro. Ela está de perfil e inclina o corpo para a frente. Tem pele clara, cabelos pretos amarrados, veste camiseta branca estampada, saia na altura do joelho e calça chinelas. Atrás do carrinho, uma senhora e algumas crianças ajudam a empurrar. Ao fundo, aparecem algumas pessoas O chão é de terra batida e, ao longe do horizonte, veem-se alguns barracões.
Página 77
Crianças estão reunidas próximas a duas carrocinhas de mão. Uma criança segura um copo em direção a boca. Na frente das crianças há dois carrinhos de mão, de ferro, que carregam latas grandes. Ao fundo, algumas bananeiras e barracões.


Página 80 e 81
Fotografia de página inteira estilizada, em efeito halftone. Dois policiais fardados e com capacete detém dois homens. A imagem se estende integralmente pelas duas páginas.
Página 85
Impressão em preto e branco de uma manchete do jornal Correio Braziliense de 24 de setembro de 1986. No topo, em letras grandes, o título “Invasor reage mas 800 barracos são derrubados”. Abaixo, em letras menores, o subtítulo: “Confrontos da tarde terminam em saldo de uma prisão, dezenas de detenções e cinco feridos”.
Na parte superior do jornal, duas fotos de autoria de Luiz Marques. Da esquerda para a direita: a primeira mostra dois policiais de farda e capacete que correm atrás de dois homens. Ao fundo, algumas pessoas observam. Há tábuas jogadas ao chão. Na imagem seguinte, dois homens seguram uma estrutura de madeira. Abaixo das fotos, a legenda: “Perseguição, um invasor tenta escapar mas depois é detido. Fiscais da Terracap derrubaram, só na tarde de ontem, 800 barracos. Foi um dia de confrontos na Vila Planalto.” O restante da página é ocupado por colunas de texto com subtítulos intermediários: “Soldado usa torniquete”, “Invasor tenta conter ação” e “Posto da PM é destruído”. Há também uma quarta fotografia, menor, posicionada no terço inferior da página, mostrando policiais fardados caminhando por uma área de vegetação baixa. Abaixo, a legenda: “Cassetetes na mão, PMs invadiram um lote de favelas.”
Página 86
Sobre fundo alaranjado, uma fotografia colorida de uma reunião da diretoria da Associação de moradores do Paranoá. Eles estão sentados em uma sala com paredes de madeira. Da esquerda para a direita: Alberto, Laelson, Maria de Lourdes Pereira, João do Violão, Maria Delsione, Juarez Martins. Eles apoiam sobre as pernas um objeto, semelhante a um caderno. Foto do acervo de João do Violão.


Página 92
Fotografia colorida de pessoas reunidas em uma estrada de terra batida. Alguns seguram cartazes e objetos. Ao fundo, no alto, há uma faixa branca com a frase “Moradores + União = Chafariz funcionando”. Ao fundo, há um barracão, com paredes de madeira.
Página 102
Fotografia em preto e branco de paisagem. Centralizado, um grande lago. As margens são irregulares e cercadas por terreno inclinado e vegetação baixa. Atrás, há construções. O céu ocupa quase metade superior da imagem, preenchido por nuvens densas e volumosas.
Página 106
Fotografia estilizada, em efeito halftone. Em rosa, na porção esquerda da foto, uma pessoa está de costas e segura um guarda chuva. Ao redor, fileiras de estabelecimentos. Alguns fios estão fixados no alto de postes e se estendem de um canto ao outro da rua. O céu é azul.
Página 110
Fotografia estilizada, com efeito halftone, de uma rua de comércio. Em primeiro plano, há três cachorros; o do meio está deitado, e os outros dois permanecem em pé. Ao fundo, pessoas transitam pela rua.
Página 115
Fotografia colorida de Maria Lúcia no Parque Vivencial do Paranoá. Ela é uma mulher idosa, cabelos grisalhos, usa um vestido bege, pouco abaixo da altura dos joelhos, botões na frente e bolsos. Ela está de pé ao lado de uma árvore frondosa e segura com as mãos uma bacia grande apoiada na lateral esquerda da cintura.
Página 116
Página em fundo alaranjado, sem elementos gráficos.
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Página 120
Fotografia estilizada, com efeito halftone, em tons de azul, rosa e alaranjado. Em primeiro plano, há um gramado extenso. À direita, na parte mais alta do terreno, encontra-se a igreja São Geraldo, construída em madeira. Acima da porta, há uma cruz fixada na parede.
Página 129
Fotografia colorida. Pessoas estão reunidas sobre um palanque. À frente, várias crianças permanecem sentadas. Algumas pessoas seguram cartazes. No canto esquerdo da imagem, um menino segura um alto-falante.
Página 130
Imagem em preto e branco da vista panorâmica da Vila Paranoá. A paisagem apresenta relevo acidentado, com as partes mais altas em tons escuros. As estradas aparecem como linhas claras e sinuosas, distribuídas por grande parte da área.
Página 135
Grupo em manifestação por direitos, em meados da década de 1980, em espaço aberto, em frente a edificações. Ao centro da imagem, há uma faixa branca com o texto: “Moradores, união – chafariz funcionando”.
Pessoas estão reunidas sobre uma estrutura elevada. Ao centro, está Luciana Holanda, próxima a um microfone apoiado em um pedestal. Ao redor, outras pessoas permanecem em pé. À margem da fotografia, aparecem cartazes parcialmente cortados. Fotos de Cláudio Acioly Jr.
Página 136
Sobre fundo alaranjado, duas imagens em tonalidades cinza, dispostas uma sobre a outra.
A primeira é um pôster do Projeto de Urbanização da Vila Paranoá, com mapas, esquemas, gráficos e textos explicativos.
A segunda corresponde ao pôster da Proposta para o sistema viário e equipamentos do Paranoá, que apresenta gráficos e diagramas. A qualidade das imagens dificulta a leitura detalhada.
Página 139
Charge em preto e branco. Na parte superior, está um pequeno texto intitulado: O Paranoá vai virar cidade.
“O povo já estava cansado de sofrer e ouvir muitas promessas e ameaças do governo. Na época de eleição aparece os politicos prometendo muita coisa e depois que as eleições passam, vem o governo ameaçando levar a gente pra outro lugar.
Mas um grupo começou a se reunir e ver o que podia fazer. Foi então que soube de um projeto para urbanizar o Paranoá, isto é, fazer as melhorias aqui mesmo, sem precisar levar a gente pra outro canto.”
Abaixo do texto, dentro de um retângulo, caricatura de uma mulher, de traços afrodescendentes, cabelos cacheados. Ela usa bandana na cabeça e com as mãos segura uma bacia. À direita está a figura de um homem com um boné e entre os dois um papagaio empoleirado. Próximo ao homem, dentro de um balão de fala está a pergunta: “Cumadre, já viu o projeto das melhorias do Paranoá?
Em outro balão de fala ela responde com outra pergunta: “Escutei muito zum-zum mas essas coisas fica só na promessa. Já viu o governo olhá pra pobreza?”. O papagaio faz zzz
Manifestação por direitos, em espaço aberto. Aglomeração de pessoas Ao centro da imagem, uma pessoa segura um cartaz branco com letras escuras, onde se lê: “Favelado tem direito de ser estudado”. À direita, abaixo outro cartaz, com a expressão: “Precisamos estudar”. Fotos de Cláudio Acioly Jr.
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Página 141
Mapa urbano da Proposta do Arranjo final do assentamento da Vila Paranoá.
Página 142
Página em fundo alaranjado, sem elementos gráficos.
Da página 144 à 184, há fotografias de mulheres e de um homem, moradores da Vila Paranoá. Todas as fotografias são coloridas, apresentam fundo escuro e estão em formato vertical.
Página 144
Adélia Sena dos Santos é uma mulher idosa, de pele parda, com linhas de expressão visíveis no rosto. Os cabelos grisalhos estão presos por uma bandana preta estampada com flores na cor rosa e vermelhas. Usa óculos de aro metálico, com hastes pretas. Veste roupa estampada nas cores roxo, vermelho, amarelo, branco e preto. Está de perfil, com olhar fixo e sorriso contido, exibindo lábios finos pintados com batom rosado.
Texto escrito no canto inferior esquerdo: “Adélia Sena dos Santos caminha pelas ruas e avenidas do “Paranoá Novo”; com a lembrança das lutas vividas na Vila Paranoá”.
Página 145
Ana Joana de Castro é uma senhora idosa, de pele parda clara, com cabelos grisalhos ondulados, penteados para trás, na altura dos ombros. A pele é enrugada, com vincos marcados na testa, abaixo dos olhos e ao redor da boca. Tem bochechas salientes, olhos pequenos e amendoados e sobrancelhas largas e pretas. Sorri levemente, com lábios pintados de batom rosa claro. Usa colar fino preto e veste roupa estampada em tons de marrom, rosa, branco e preto.
Texto escrito no canto inferior direito: “Ana Joana de Castro, veio do Maranhão para Brasília; de oração em peregrinação, sabe que, da lavoura, colhe; das amizades, se alimenta”.
Página 146
Anilda é uma mulher negra, idosa, com cabelos curtos e grisalhos presos para trás. O rosto apresenta sulcos visíveis na testa e um olhar voltado para baixo. Veste roupa com fundo laranja e estampas de folhas e flores em preto e branco e usa brincos pequenos.
Texto escrito no canto inferior esquerdo: “Anilda, moradora da ocupação do Ceub, escolheu a Vila Paranoá como ponto de convivência, amizade, feira e diversão, incluindo os forrós. Para o novo assentamento, mudou-se desde os primeiros dias.”
Página 147
Auristela é uma senhora de pele branca, olhos castanhos e cabelos longos e lisos, grisalhos na raiz e pretos no restante, sobrepostos sobre os ombros. Usa blusa sem mangas na cor azul-clara, decorada com missangas. O corpo está levemente lateralizado.
Texto escrito no canto inferior direito: “Auristela dos Santos Silva (Áuria) sabe que da força de seus braços e agilidade dos passos há ritmos e sons a serem entoados, nos carrinhos de água que conduziu, nos pequis em que se abrigou, nas rosas que ainda cultiva.”
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Página 148
Benedita é uma mulher idosa, de pele escura, com cabelos curtos e grisalhos e olhos pequenos. O semblante é sério. Mantém os braços cruzados à frente do corpo, que aparece levemente lateralizado. Usa óculos de aros pretos, camisa vermelha de mangas longas, decorada com gripir, sobre um vestido bege com traços alaranjados.
Texto escrito no canto inferior esquerdo: “Benedita Lopes da Silva – o Paranoá está em sua memória assim como o Recôncavo Baiano. Benedita sabe que, para mulheres das periferias, a luta é semelhante. Só muda o CPF.”
Página 149
Cleonice é uma mulher idosa, de pele parda, com cabelos brancos. Usa roupa branca com detalhes florais em azul e verde com manchas em rosa e preto.
Texto escrito no canto inferior direito: “Cleonice andou pelas ruas, carregou latas d’água e lavou roupa em bicas, riachos, Lago Paranoá. A força persiste, alimentada pela lembrança daqueles anos tão ásperos.”
Página 150
Cravolina é uma mulher idosa, de pele parda, com rosto fino e linhas de expressão visíveis na testa e no pescoço. Os cabelos são lisos, curtos, cortados na altura do queixo, pretos e levemente grisalhos na raiz. Ela aparece do busto para cima. Usa brincos pequenos de argola e veste roupa preta.
Texto escrito no canto inferior esquerdo: “Cravolina Martins dos Santos, vinda do Piauí, por longos anos, na Churrascaria do Paranoá, serviu de autoridades a vizinhos de Vila, com altivez e firmeza.”
Página 151
Doralice é uma senhora de pele parda, com cabelos brancos e curtos, na altura dos ombros. Usa óculos de aros pretos, brincos de argola, pulseiras e aliança. Veste blusa estampada em vermelho e branco, sobre fundo preto, e parte inferior em jeans. Está de pé, com as mãos cruzadas à frente do corpo.
Texto escrito no canto inferior direito: “Doralice Alves dos Santos Oliveira veio da Bahia e se fez paranoaense; de festas, de doces, de aniversários e sonhos, ao vencer o passado; que a vida é o agora; e a lembrança, o guardado.”
Página 152
Laelson Leonardo é um senhor de pele negra, com olhos amendoados, bigode, barba e cabelos curtos e grisalhos. Usa camisa pólo na cor marrom. O semblante é sério e o corpo aparece levemente lateralizado.
Texto escrito no canto inferior esquerdo: “Laelson Leonardo dos Santos, nascido no Paranoá, conheceu a luta pela moradia ainda adolescente. Engajado nos movimentos por direitos, tem a certeza de que a luta lhe trouxe dores e conquistas.”
Página 153
Maria Aurelina, uma senhora, de pele parda, olhos escuros e pequenos, lábios finos e pintados com batom vermelho, cabelo liso, grisalho e comprido. Ela usa roupa preta com estampas florais em branco e vermelho e ramos verdes. Maria Aurelina apresenta traços de expressão em todo o rosto.
Texto escrito no canto inferior direito: “Maria Aurelina A. da Silva. A poeira das esburacadas ruas da antiga Vila Paranoá guardou seus passos, mas o asfalto de hoje nem se lembra do quanto ela já percorreu.”
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Página 154
Gilda, é uma senhora de pele negra, olhos castanhos amendoados, cabelos pretos, presos para trás. Usa roupa preta, brinco de pedra avermelhada com contorno em pequeninas pedras de strass cristal. Ela tem o corpo lateralizado, sorri discretamente com os lábios cerrados pintados em batom rosado. Carrega nos olhos e rosto, algumas marcas de expressão.
Texto escrito no canto inferior esquerdo: “Gilda dos Santos, tendo trilhado, vencido ladeiras, com bacias sobre a cabeça, corrido contra o relógio para sustentar empregos, segue firme lutando, pois é o que a vida lhe oferece.
Página 155
Maria Creuza, mulher de pele parda, cabelos lisos, longos, castanhos escuros com fios grisalhos. Ela tem expressão séria, sulcos visíveis na testa, braços cruzados à frente do tronco. Usa brincos com pérolas, roupa com estampa floral vermelha sobre fundo claro.
Texto escrito no canto inferior direito: “Maria Creuza Evangelista de Aquino é educadora de crianças, jovens e adultos; liderança do Cedep; segue com persistência na luta por moradia, saúde, educação.”
Página 156
Maria da Graça, mulher idosa de pele negra, com cabelos brancos e curtos, lábios grossos e olhos amendoados. A expressão é serena e cansada. Veste blusa estampada em tons de marrom, bege e azul, sob uma camisa de botões aberta na cor marrom escura. Usa como acessório um cordão prateado com pingente vermelho.
Texto escrito no canto inferior esquerdo: “Maria da Graça Alves tem trilhado os caminhos que lhe foram dados; saltado por barrancos e cursos d’água que lhe trouxeram roupa lavada para casa.”
Página 157
Maria das Dores é uma mulher idosa, de pele clara, com olhos castanhos e cabelos grisalhos encaracolados, um pouco acima dos ombros. O sorriso é espontâneo e contrasta com as marcas de expressão visíveis no rosto. Usa óculos de armação escura e veste roupa preta com estampa.
Texto escrito no canto inferior direito: “Maria das Dores Conceição Campos, ao percorrer seus caminhos por ruas e vielas da Vila Paranoá, bebeu da esperança e encontrou forças para bem viver.”
Página 158
Maria de Lourdes é uma mulher idosa de pele negra, com cabelos grisalhos e curtos, presos para trás. Tem testa levemente franzida e lábios rosados, cerrados em um sorriso discreto. Usa óculos de hastes escuras e brincos prateados com pedra preta ao centro. Veste roupa clara estampada em bege e tons terrosos.
Texto escrito no canto inferior esquerdo: “Maria de Lourdes Pereira dos Santos, das salas de aula, dos grupos de base, do Cedep, da Associação de Moradores. Olhar amoroso, voz firme pelos direitos.”
Página 159
Maria de Lourdes Souza é uma mulher de pele clara, com cabelos castanhos abaixo dos ombros, olhos miúdos e lábios volumosos pintados com batom rosa. Usa óculos em degradê marrom, brincos pequenos e aliança larga dourada na mão direita. Veste camiseta rosa-escura estampada com borboletas e calça preta. Na camiseta, lê-se a frase em inglês “IT’S A NEW DAY, DON’T FORGET TO SMILE”, que em tradução livre, quer dizer: “É um novo dia, não se esqueça de sorrir”. Maria de Lourdes está sentada de perfil em uma cadeira, com as pernas cruzadas e a mão direita apoiada sobre o joelho direito.
Texto escrito no canto inferior direito: “Maria de Lourdes R. de Souza, entre uma ida ao Lago para lavar roupa e filhos conduzidos à escola, a lida de trabalhadora diarista; e a volta a casa, perto do Ponto Final.”
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Página 160
Maria Delsione é uma mulher de pele clara, com olhos castanhos claros e cabelos pretos cacheados, com tranças do tipo nagô na parte superior da cabeça. Está de perfil, com o corpo voltado para o lado direito da imagem e o olhar fixo. Os lábios fechados, pintados de vermelho fosco, formam uma leve expressão de sorriso. Veste roupa na cor vinho e usa cachecol marrom e bege com franjas.
Texto escrito no canto inferior esquerdo: “Maria Delsione da Silva, baiana de nascimento, paranoaense de luta, liderou grupos pela fixação; foi Administradora Regional do Paranoá; e se mantém altiva em defesa de direitos.”
Página 161
Maria Eleosina é uma senhora de pele parda, com olhos amendoados e lábios finos. Os cabelos são curtos, escuros, com fios grisalhos, e estão presos por uma tiara. O corpo aparece lateralizado, para a esquerda. Veste roupa com gola quadrada, estampada com padrões geométricos nas cores preta e branca.
Texto escrito no canto inferior direito: “Maria Eleosina Otaviano de Sousa sabe de quitutes, de forrós e do sonho de ser modista. Do sertão do Ceará aos canteiros das construções, o zelo pela família e a alegria de dançar.”
Página 162
Maria das Dores é uma mulher de pele parda, com olhos amendoados escuros e cabelos pretos e curtos. O rosto apresenta linhas de expressão marcantes. Veste roupa sem mangas, em preto e branco, com estampa de riscos e figuras geométricas.
Texto escrito no canto inferior esquerdo: “Maria das Dores Lopes - na Vila Paranoá, subiu ladeiras e conduziu latas d’água na cabeça, hoje, cuida de hortas, dança seus forrós; e sonha.”
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Maria Lúcia, é uma mulher de pele parda, cabelos grisalhos presos para trás. Está de perfil, com o corpo voltado para o lado esquerdo da imagem. O rosto mostra marcas de expressão e leve assimetria nos lábios. Usa roupa verde clara com um cardigã claro por cima.
Texto escrito no canto inferior direito: “Maria Lúcia da Silva sabe que, carregadas as bacias e latas d’água do Lago Paranoá e dançado o forró no Bar do Jacaré, viver na Vila Paranoá foi bom, mesmo que, às vezes, trouxesse espinhos.”
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Maria Nilça, é uma mulher idosa de pele clara, olhos pequenos, lábios rosados que exibem um leve sorriso, cabelos grisalhos presos para trás. Usa óculos de aros rosados e roupa de cor clara com manga escura.
Texto escrito no canto inferior esquerdo: “Maria Nilça da Silva fez da Vila Paranoá sua casa, seu refúgio. Morou com vista para o Lago. Filhos criados, encaminhados, tem na lembrança os dias difíceis, a luta contínua; e, no presente, um bocado bom de fé.”
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Maria Silva é uma mulher idosa de pele parda, com sobrancelhas grossas, rosto assimétrico e cabelos grisalhos. Usa óculos de armação clara e veste roupa com estampa floral rosa e detalhes verdes sobre fundo branco. Está de pé, com o corpo levemente lateralizado e os braços estendidos ao lado do corpo.
Texto escrito no canto inferior direito: “Maria Silva Pereira é presente no Paranoá Novo, assim como o foi na Vila Paranoá, onde, em meio ao caos, as gentes eram felizes. E alguns até sabiam.”
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Miralda é uma senhora idosa de pele parda, com cabelos grisalhos, finos e esvoaçados para trás. Tem olhos castanhos e amendoados e lábios finos. As marcas de expressão deixam os olhos levemente inclinados nas extremidades. Veste camiseta branca. No lado direito do queixo, tem um sinal na pele.
Texto escrito no canto inferior esquerdo: “Miralda Santos de Souza: da Bahia de onde veio, do Paranoá onde habitou, traz guardados os saberes ancestrais. A cura vem pela fé. É no que crê. E professa.”
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Selma é uma mulher negra, com olhos escuros e lábios pintados de vermelho. Os cabelos são pretos, curtos e cacheados. Veste roupa colorida, em vermelho, branco, preto e cinza, com padrão de espirais.
Texto escrito no canto inferior direito: “Selma Maciel dos Santos: moradora recente do Paranoá, sabe que a Vila é herança comum. E que a busca da paz e da beleza não é privilégio de ninguém. É luta diária.”
Página 168
Zilma é uma mulher de pele parda, com olhos amendoados escuros e cabelos curtos, lisos e ruivos, repartidos de lado. Usa brinco de pérola, colar preto e prateado e veste roupa estampada com folhas em verde-escuro e preto, com letras grandes em amarelo.
Texto escrito no canto inferior esquerdo: “Zilma Cassemiro Gomes aprendeu desde cedo que educar, acompanhar, ter fé nas adversidades; mais do que mãe, parceira; mais do que esposa, companheira. Uma voz da memória.”
Página 169 e 170
Página em fundo alaranjado, sem elementos gráficos.
Página 173 e 174
Página em fundo alaranjado, sem elementos gráficos.
Página 181 e 182
Página em fundo alaranjado, sem elementos gráficos.
Página 184
Página em fundo alaranjado, sem elementos gráficos.
Quarta capa:
Fotografia estilizada com efeito halftone, em tons azulados, de um ambiente externo sob céu azul-royal. À direita, há parte de um galpão na cor magenta. À esquerda da imagem, aparece parcialmente o corpo de um menino, cortado pelo limite da capa.
No centro, dentro de um retângulo vertical, está escrito o texto:
“Neste livro, são contadas histórias da Vila Paranoá por pessoas que nela viveram em algum momento, entre os anos 1960 e 1989.
O trabalho compreendeu a identificação das pessoas, o convite para as rodas de conversa ou entrevistas particulares, a leitura de jornais da época, oficinas de educação patrimonial, visitas às antigas instalações da ocupação e reflexões sobre o que tem sido viver e ocupar espaços não previstos na cidade modernista de Brasília.
Ao convite para as rodas de conversa, atenderam principalmente mulheres. Esse já é um dos aspectos interessantes da resistência dessas pessoas: ativas, disponíveis para conversar, emotivas, plenas em seu ser e estar. Não obstante todas as pelejas que tiveram e continuam a ter, vivendo na Região Administrativa do Paranoá.
No território, multiplicaram-se templos de diferentes tradições, alguns marcados pela construção física, outros pela circulação de líderes religiosos. Alguns se consolidaram como marcos – a Igreja São Geraldo, o Centro Espírita Luiz Antônio do Paranoá e o Grupo Fraternidade Espírita Irmão Estevão, na década de 1980. Outros, como os templos de matriz africana, buscaram as margens: por identidade, por necessidade, por estratégia de permanência.
Esperamos que as histórias aqui retratadas sirvam para alimentar a memória das gerações contemporâneas e futuras sobre a Vila Paranoá.”
Abaixo, na lateral direita está o logotipo da editora Mar & Lírica e código de barras com ISBN 978-65-995283-4-7
Sede da Associação Cultural Jornada Literária do DF
Q. 09, Conj. D Área Especial
Paranoá - DF
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