Sobradinho consolida sucesso da Jornada Literária

A Jornada Literária está em Sobradinho e Sobradinho 2, onde fica no Teatro da Cidade até esta 5ª feira, 27, levando autores para conversar com alunos e professores das escolas públicas, inclusive da área rural. São 15 autores em contato com a garotada, falando de livros e literatura e, acima de tudo, cultivando nela o prazer da leitura com o objetivo de formar novos leitores.


Autores destacam envolvimento dos alunos e professores em Sobradinho. Foto Andressa Anholete

Uma das autoras que estão em Sobradinho é Alessandra Roscoe. Ela participa da Jornada Literária desde a primeira edição e este ano já esteve também conversando com alunos e professores quando o evento passou por Ceilândia e Brazlândia. A autora diz que deparou com a mesma avidez das crianças pelo encontro com os autores. “É porque já leram o livro antes, já tiveram contato com a obra. Esse encontro com o autor, então, faz mais sentido, pois já conheceram a história, a biografia do escritor, e eles vêm para esse encontro alimentados por esse encontro anterior com nossos livros”, resume Roscoe. Ela destaca a importância da participação das crianças que ainda nem sabem ler. “A Jornada Literária faz esse caminho de buscar o encantamento pela leitura, pelo livro aberto”, finaliza.


Alessandra Roscoe e o envolvimento dos alunos com a Jornada

Ivan Zigg, outra figura carimbada na Jornada Literária, acredita que no caso dele a leitura que os alunos fazem do livro antes de se encontrarem com o escritor – e que é uma das principais características do projeto - deu ainda mais certo em Sobradinho. “As crianças estavam com a memória bem fresca sobre a leitura de meu livro Todos os Meus Sonhos. Pude contar o que originou a obra e isso ajudou muito a apresentação”, conta Zigg, destacando o envolvimento das professoras em Sobradinho. A prova do envolvimento do público, segundo Zigg, é a fila que os alunos fizeram na porta do teatro esperando o autor para continuar a conversa. Zigg assistiu palestras de outros autores e considera que a Jornada está amadurecendo com o interesse do público. “Ana Miranda falou para adolescentes e não tinha quase ninguém conversando na plateia”, observou ele, rindo.


Para Zigg, interesse do público está amadurecendo a Jornada. Foto Andressa Anholete

Quem fez sua estreia na Jornada Literária foi Geraldo Lima. O contista, romancista e dramaturgo conversou com alunos do ensino médio sobre um de seus livros, Baque, uma coletânea de contos. “Alguns alunos fizeram perguntas bem pertinentes, que me possibilitaram falar do livro de um modo que nunca havia falado, exatamente por não ter tido uma oportunidade com essa. E falando com um público leitor composto por alunos, aumenta mais ainda a responsabilidade”, observou Geraldo Lima, elogiando os responsáveis pelo evento e “o trabalho em sala de aula, feito pela professora Margareth” completou, destacando também o envolvimento dos professores.


Geraldo Lima estreou na Jornada e achou as perguntas bem pertinentes

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