Jornada Literária e FBB entregam Cozinha Comunitária à população do Paranoá e Itapoã
- Jornada Literária

- 12 de jun.
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A Associação Cultural Jornada Literária do Distrito Federal inaugurou, nesta sexta-feira, 12 de junho, a cozinha comunitária do projeto “Fundação BB – Cozinha Viva: Alimentando Nossos Sonhos”, realizado em parceria com a Fundação Banco do Brasil e com apoio do Centro de Cultura e Desenvolvimento do Paranoá e Itapoã — Cedep. A iniciativa segue até dezembro, com oficinas quinzenais de culinária e cursos de empreendedorismo voltados à população em situação de vulnerabilidade do Paranoá e do Itapoã.
A inauguração marcou a entrega da cozinha comunitária reformada, equipada com fogão industrial de oito bocas, duas geladeiras grandes de três portas e forno industrial. Mais do que uma melhoria de infraestrutura, o novo espaço é um instrumento de convivência, formação, segurança alimentar e fortalecimento da autonomia das famílias atendidas.

Durante o evento, a presidente da Associação Cultural Jornada Literária do DF, Marilda Bezerra, destacou o papel social do projeto e a importância da cozinha como espaço de acolhimento e aprendizagem. A proposta é oferecer capacitação prática na área da alimentação e, ao mesmo tempo, estimular iniciativas de empreendedorismo e geração de renda.
A inauguração contou com duas oficinas culinárias: uma de preparo da canjica e outra da galinhada servidos no evento. As oficinas foram ministradas por Gerusa Gomes, microempresária do ramo da alimentação. A comida preparada na atividade também foi destinada à festa junina da paróquia do Paranoá, reforçando o caráter comunitário do espaço.
Além de Gerusa, moradores da própria comunidade serão responsáveis por conduzir as oficinas. A ideia é valorizar saberes locais e reconhecer práticas culinárias já presentes no território.
Em sua fala no evento de inauguração, a integrante da coordenação colegiada do Cedep, Leila de Jesus, resgatou a história da instituição, fundada em 1987 no contexto da luta pela moradia no Paranoá. Segundo ela, a cozinha sempre ocupou um lugar simbólico no centro comunitário: uma espécie de “cozinha da avó”, marcada pelo acolhimento, pela partilha e pelo enfrentamento da desnutrição infantil com apoio da própria comunidade.
O escritor João Bosco Bezerra Bonfim, colaborador da Associação Cultural Jornada Literária do DF, ressaltou que o projeto é resultado de uma articulação coletiva. Ele destacou a importância das parcerias para transformar uma demanda antiga da população em uma estrutura capaz de atender oficinas, encontros comunitários e atividades de formação.
Representando a Fundação Banco do Brasil, Luciano Bahia afirmou que a iniciativa dialoga com ações apoiadas pela instituição nas áreas de segurança alimentar, agricultura familiar e fortalecimento de quintais urbanos. Ele elogiou a qualidade da estrutura entregue à comunidade.
A Emater-DF, representada por José Nilton Lacerda, colocou-se à disposição para apoiar a horta comunitária do Cedep e contribuir com o fornecimento de alimentos da agricultura familiar para a cozinha. A horta, cuidada pelo colaborador Juarez Martins, integra a proposta do projeto ao permitir que participantes tenham contato com o plantio, a colheita e o consumo de alimentos cultivados no próprio espaço. Nesta sexta, foi dia de colher alface!
O evento de inauguração contou também com a presença do embaixador do Japão, Yasushi Noguchi, que celebrou os laços de amizade entre Brasil e Japão e lembrou a contribuição histórica dos imigrantes japoneses para o desenvolvimento da agricultura brasileira e do Cerrado.
A programação incluiu ainda a leitura de um cordel de João Bosco, composto especialmente para o evento, e apresentações de breakdance do grupo Next Generation, liderado por Niedson Nunes, que utiliza o espaço do Cedep em atividades de formação com jovens do Paranoá e de Itapoã.
Com atividades previstas até dezembro, o “Fundação BB – Cozinha Viva: Alimentando Nossos Sonhos” pretende consolidar a cozinha comunitária como espaço de aprendizagem, produção de alimentos, convivência e mobilização social. A iniciativa dá continuidade a uma trajetória histórica do Cedep e da Associação Cultural Jornada Literária: a de transformar organização comunitária em cuidado concreto com a vida dos moradores do Paranoá e de Itapoã.
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